domingo, 26 de abril de 2009

Bacalhau nas Cuecas

Ontem disseram-me que as mulheres às vezes têm postas de bacalhau nas cuecas.
Eu nunca vi, não tenho por hábito andar a ver a cuecas das gajas, mas vou estar atento para ver se é verdade.
É capaz, o cheiro que uma rata têm às vezes...

Cabrita - " Repouso Pós-Repasto"


Depois deste belo repasto, nada como sentar na poltrona do Kaiser a saborear este belo calice de Madeira acompanhado do charuto da praxe, ao fundo umas notas de Chopin.
Que vida de Kaiser...uma machadada no Domingo.
Despois disto, até podia vir o cemitério que o trabalho desta vida já estava todo feito.



Cabritada - "O final"

Eis o resultado final...a seguir para terminar em beleza um cálice de Barbeito Boal Reserva 10 anos e um belo charuto, que refeição, das melhores dos últimos anos.
Antes desta, só me lembro de um arroz de marisco com um maduro branco no Alentejo (Azenhas do Mar), depois de um dia de praia.

Cabritada - "O Prato"

Que prato, já tou a salivar...depois deste foram mais 3.

Cabritada - "Vai para a mesa"

Após umas 4 horas no forno, cá esta o manjar prontinho para ir para a mesa, acompanhado por arroz de açafrão e batatas novas assadas.
Cheirava mesmo bem...
Vinho - Quinta do Noval 2004 (tinto)

Cabritada - "A Preparação"

Eis meus senhores a grande preparação do cabrito antes da cavalgada para o forno.
Como preparar um cabrito? nada mais fácil, Zé Cobra, comparsa de noites de Poker disse certa vez na sua sapiência - "pegas no cabrito enfias numa bacia com água e limão e deixas ficar para tirar o sebo todo, mas não deixes ficar muito tempo senão o cabrito começa a cozer", assim o fiz.
Quanto ao tempero, preparei uma pasta para barrar o bicho, pegam numa tigela e misturam pimentão picante, umas duas malaguetas (as minhas vieram da plantação cá de casa), sal, alecrim, segurelha, alho e no fim azeite, misturam tudo muito bem e massajam a carne com esta mistura, depois colocam a carne num tabuleiro forrado com chalotas cortadas em pedaços grandes e adicionam um bocado de vinho branco, só até encher o fundo do tabuleiro.
Deixam repousar durante umas 10 a 12 horas, depois é só levar ao forno em cozedura lenta 190/200 Cº durante umas 3.30h - 4.00h.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Já não se fazem Homens como antigamente

Casos de homens violados pelas próprias mulheres aumentam em Manica

O número de homens violados e agredidos pelas próprias mulheres na província moçambicana de Manica, no centro do país, "aumentou significativamente" nos últimos anos, com quase 200 casos só este ano, disse hoje à Lusa fonte policial.
De Janeiro a Março de 2009, segundo a mesma fonte, 185 queixas deram entrada no Gabinete de Atendimento à Mulher e Criança Vítimas da Violência Doméstica (GAMCVD), ligado à Polícia da República de Moçambique (PRM). No mesmo período em 2008, 155 homens denunciaram maus-tratos perpetrados pelas suas mulheres, que resultaram em agressões físicas, violência sexual, expulsão de casa e submissão a trabalhos forçados.
A violência contra os homens é justificada essencialmente como uma "forma de controlo e de demarcação de limites, de fixação dos comportamentos e de atitudes", afirmou a fonte. "Muitos homens têm-se queixado da violência doméstica protagonizado pelas suas mulheres. Eles denunciam os casos quando já estão fartos da convivência coerciva no lar", explicou à Lusa Paciência Nhampimbe, chefe do GAMCVD em Manica.
No entender da responsável, as mulheres não conseguem expressar os seus sentimentos em resposta à violência dos homens, e "por isso é que na maioria dos casos registados as mulheres reagem em retaliação à violência antes cometida pelo homem". "Mas infelizmente as mulheres acabam sendo agressivas demais", frisou.
A responsável explicou que "os efeitos da tensão entre os direitos humanos universais e o relativismo cultural local fazem-se sentir no quotidiano de muitos homens em Manica". Paciência Nhampimbe referiu que a cultura leva a que à mulher seja ensinada a obediência, a dedicação à família, enquanto que no homem há "uma masculinidade hegemónica que é construída a partir do controlo das mulheres". Porém, adianta, hoje a realidade é outra e "as mulheres recorrem à violência contra o homem como forma de resolução de conflitos ao nível do casal".
Um exemplo é o caso de Ernesto D., 37 anos, agredido fisicamente pela mulher, com quem vive há 16 anos, que o acusou de estar a traí-la e por isso chegar tarde a casa. "Tínhamos uma convivência pacífica, mas num belo dia, do nada, transbordou a relação pelo facto de ter chegado tarde em casa. Parei na cirurgia do Hospital Provincial de Chimoio, porque sofri escoriações e fracturas", contou.
Segundo os números de queixas do GAMCVD, as mulheres continuam as mais sensibilizadas para denunciar casos de violência doméstica nos lares em Manica. No primeiro trimestre de 2008 deram entrada 315 casos de violência contra mulheres, contra os 439 registados no mesmo período de 2009.
A Constituição moçambicana confere direitos e deveres iguais entre homens e mulheres, embora o poder sócio-cultural dos homens minimize em muitos casos os direitos das mulheres. O GAMCVD, em parceria com os líderes comunitários, tem feito campanhas de sensibilização de boas práticas de convivência social junto as comunidades, muitas vezes em reuniões de bairro e palestras sob a forma de teatro.

Lusa, hoje às 12:21
Já não se fazem homens como antigamente, agora até já apanham das mulheres...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Cabritada


Vou preparar uma cabritada para esta Pascoa, já fui ao lila comprar as coisas e amanhã começo a prepararação do manjar, acho que vai ser mais megalomano que a ultima feijoada que demorou dois dias a preparar.
Se calhar fica preparado para sabado à noite, prefiro do que domingo ao almoço.
O acompanhamento vão ser umas batatinhas assadas com chalotas e um arroz de açafrão com chouriço de carne.
Para regar as goelas talver um Quinta do Noval ou um Chryseia, logo se vê ainda tenho que ver o que tenho lá pela garrafeira.
Depois publico as fotos do manjar.